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Notícias e dicas

Empresas brasileiras crescem na China com foco no mercado local

11/04/2011

Empresas brasileiras instaladas na China com foco no mercado local e regional têm conseguido se impor, aumentando os negócios no país. Segundo pesquisa elaborada recentemente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 10% das empresas brasileiras têm hoje fábrica própria na China.

A estratégia pode ser explicada, em parte, pela concorrência agressiva de produtos chineses no mercado nacional, mas as grandes empresas brasileiras que vêm expandindo negócios na China têm como alvo o mercado asiático e não pretendem exportar para o Brasil.

É o caso da WEG, com sede em Santa Catarina, especializada na fabricação e comercialização de motores elétricos, transformadores, geradores e tintas. Instalada há 10 anos em Nantong, a cerca de duas horas de Xangai, a empresa vem dobrando a produção nos últimos anos. "Nossa estratégia é produzir para o mercado local e não exportar para o Brasil. Por isso, estamos crescendo na China. Nós produzimos 60 mil motores em 2009, 110 mil motores em 2010 e estamos prevendo 180 mil motores em 2011", explica Paulo Silva, diretor-geral da WEG em Nantong.

Na China, a empresa fabrica motores elétricos que atendem, na maior parte do tempo, o mercado interno e são utilizados, principalmente, na indústria de bombas, máquinas e equipamentos. A empresa ainda não divulgou o balanço financeiro de 2010, mas já adiantou que o faturamento do grupo em todo o mundo ultrapassou US$ 3 bilhões.

Outra empresa brasileira que tem foco no mercado asiático e que vem aumentando os negócios na China é a Embraco, que produz compressores de alta eficiência energética para a indústria de refrigeradores. A empresa, que tem cinco fábricas no mundo, se instalou nos arredores de Pequim há 16 anos. Hoje, a planta chinesa é a segunda da Embraco em volume de produção, somente perdendo para a fábrica principal da empresa, em Joinville, em Santa Catarina.

"Em 2010, produzimos 7 milhões de compressores e estamos crescendo", explica José Carlos Lemos, gerente-geral da Embraco na China. Segundo ele, nos últimos cinco anos, a produção vem aumentando 25% em média por ano. A Embraco nao tem a intenção de produzir na China para exportar para o Brasil. A prioridade é o mercado local, principalmente chinês, explica Lemos. A empresa fornece para as principais fabricantes chineses de refrigeradores e também exporta para o Japão, a Austrália, Índia e Tailândia.

Tanto a Embraco quanto a WEG participam hoje de seminário que vai reunir, em Pequim, mais de 250 empresas brasileiras. O evento será encerrado pela presidente Dilma Rousseff, em visita oficial à China.


Fonte: RFI Portugês (imagem: RFI)

 

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